Introdução às Redes Inteligentes

Os principais operadores de telecomunicações introduziram nos últimos anos as redes inteligentes, também conhecidos pela sigla Inglesa IN (Intelligent Network) como meio para a disponibilização de novos e avançados serviços de telecomunicações aos seus clientes.

A introdução de sistemas controlados por processadores nas redes de telecomunicações nos últimos 30 anos permitiram aos clientes o acesso a uma variada gama de novos serviços e facilidades. Modificações e acréscimos aos software de processamento das centrais de comutação por circuito permitem a disponibilização de facilidades tais como o reencaminhamento de chamadas, conferência a três e chamadas em espera. Embora originalmente se acreditasse que essas modificações seriam rápidas e fáceis de implementar, a pratica provou que este não era o caso.

O desenvolvimento de uma nova versão de software dos processadores é um exercício complexo com um período típico desde a especificação até a sua implementação de três anos. Estas modificações são portanto onerosas e não aceitáveis para as necessidades de um mercado de crescimento rápido.

A rede inteligente pretende responder a estes longos períodos de introdução de serviços e os elevados custos de desenvolvimento através da separação do controlo dos novos serviços avançados das funções básicas de comutação. Os novos serviços estão disponíveis por meio de livraria de blocos (building blokcs). Esses serviços com arquitectura em blocos contém os diferente serviços e facilidades. Isso permite o desenvolvimento de serviços sem alterações de software de controle das centrais (Processador Central) e possibilita a introdução de serviços avançados de forma expedita, custo eficaz e sem perturbações de relevo na rede. O objectivo é reduzir os tempos de disponibilização de novos serviços dos actuais 2-3 anos para 6-12 meses.

A arquitectura das redes inteligentes foi primeiramente usada pela AT&T nos primórdios dos anos 80 como forma de introduzir novos e mais avançados serviços/facilidades para o seu serviço de linhas verdes (800) também conhecido pela expressão Inglesa “Freephone Service”. O termo IN foi então adoptado pela “Bell Communication Reseach” para designar esta rede. A partir dessa altura muitos operadores introduziram a arquitectura das redes inteligentes em diferentes formatos, com o “freephone” e os cartões pré-pago como os serviços de maior uso.

A arquitectura de uma rede inteligente é baseada num modelo de 3 níveis. O nível básico (nível 1) é o de acesso o qual é disponibilizado através da rede tradicional PSTN (Public Switched Telephone Network). O nível 2, controlo do serviço, consiste de uma central especial que aloja a lógica do controlo de chamadas para os serviços avançados e facilidades. Este nível é responsável pela gestão dos serviços e funções de criação dos mesmos. Este nível consiste de um computador genérico. Uma rede de dados dedicada estabelece a ligação entre os diferentes níveis. As mensagens dos links entre os níveis usam os protocolos do sistema de sinalização N.º7 da ITU.


Visão conceptual da Rede Inteligente

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