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COMUNICADO DE IMPRENSA

No dia 14 de Abril de 2004, pelas 06H41, registou-se uma interrupção nas comunicações, entre as cidades da Beira e de Maputo.

As comunicações entre as duas cidades são normalmente asseguradas por fibra óptica, desde 20 de Abril de 2002, altura em que entrou em funcionamento o cabo submarino de fibra óptica. Em face da ocorrência, foram de imediato desencadeadas acções, tendo em vista determinar as causas da interrupção, bem como a solução do problema. Ao nível da empresa foi criada uma Comissão de Trabalho, liderada pelo Administrador responsável pelo pelouro das Operações, o qual passou a coordenar todas as actividades inerentes à descoberta das causas da avaria e sua subsequente reparação.

Os testes realizados, através de equipamentos disponíveis em terra, nomeadamente na Beira, Vilankulos e Maputo, permitiram concluir que a interrupção das comunicações devia-se a problemas com o cabo de fibra óptica, que se situavam numa zona a cerca de 12 quilómetros a sul da cidade da Beira, na costa marítima onde o cabo se encontra depositado com uma profundidade que varia entre 7 e 9 metros.

Constatada a natureza e gravidade da avaria, uma vez que o referido cabo se encontra depositado no fundo do mar, a sua reparação teria que necessariamente envolver a utilização de embarcações, mergulhadores, etc. pois não se tratava de uma avaria de reparação fácil, tomou-se de imediato a decisão de se utilizar rotas alternativas que permitissem o restabelecimento do tráfego. Deste modo, na tarde do mesmo dia 14 de Abril, foi iniciada a operação de transferência dos circuitos da TDM e dos operadores da telefonia móvel, mCel e Vodacom, para o satélite. Esta medida permitiu minorar os efeitos da avaria.

O restabelecimento total do tráfego utilizando a via satélite teve lugar a partir do dia 17 de Abril de 2004, portanto três dias após a detecção da avaria.

Em paralelo desencadearam-se contactos com várias empresas, tendo em vista:

  1. confirmar o diagnóstico da avaria;
  2. Identificar uma empresa que pudesse garantir, com qualidade, a reparação do cabo submarino de fibra óptica;
  3. salvaguardar os interesses da TDM e, portanto do País, estipulados no contrato de fornecimento e instalação do cabo submarino de fibra óptica.

Neste âmbito, foram estabelecidos contactos com a Alcatel, empresa fornecedora e instaladora do cabo submarino de fibra óptica e com empresas que pudessem efectuar a reparação com a qualidade necessária.

A empresa seleccionada para proceder à reparação do cabo teve que mobilizar os meios necessários para o efeito. Para além disso, sempre tendo em vista garantir a qualidade do trabalho de reparação a ser efectuado, técnicos da TDM deslocaram-se aos locais para verificar os meios técnicos e humanos que seriam utilizados na reparação. Verificados todos os requisitos, a empresa seleccionada deslocou-se ao local, tendo iniciado os trabalhos no dia 24 de Maio de 2004.

No local, os mergulhadores procederam a verificação “in loco” do cabo, confirmaram o diagnóstico: o cabo submarino de fibra óptica havia sofrido uma agressão, causada por objecto contundente - uma âncora de um barco - de que resultaram danos que afectaram cerca de 1.500 metros do cabo.

Esta constatação feita pela observação física do cabo veio reforçar a convicção, desde a realização dos testes, de que a avaria havia sido causada por uma âncora de um barco de pesca.

As actividades de reparação tiveram o seu início no dia 28 de Maio de 2004, com a chegada ao local do barco da empresa contratada, tendo-se prolongado até ao dia 6 de Junho de 2004. Finda a reparação, foram iniciados os testes de aferição da qualidade do trabalho realizado, tendo-se concluído que os trabalhos foram realizados dentro dos parâmetros estabelecidos e que se podia iniciar a transferência gradual dos circuitos para o cabo.

Finalmente, neste momento, a TDM vem comunicar que as comunicações entre a capital do País e a cidade da Beira e vice-versa, via fibra óptica, estão totalmente restabelecidas.

Entretanto, a TDM vem mais uma vez apresentar as suas sinceras desculpas aos clientes afectados pela ocorrência desta avaria e reconhecer publicamente que o tempo de reparação foi maior do que o previsto e desejado. É verdade que houve “atrasos” na reparação da avaria, mas também é verdade que se tratou da primeira vez que se verificou uma avaria desta envergadura e que a empresa e os seus técnicos não estavam preparados para fazer face a uma situação totalmente nova.

Mais uma vez, a TDM reitera o seu firme cometimento em cumprir com a sua nobre missão de “Pôr as pessoas a comunicar e desenvolver Moçambique”.

A TDM aproveita, este momento, para transmitir aos seus clientes, às instituições públicas e privadas e ao público em geral, os seguintes aspectos que considera importantes:

  1. A fibra óptica é uma tecnologia que permite a transmissão com muita qualidade e altísssima velocidade;
  2. O investimento no cabo de fibra óptica foi um investimento avultado em cerca 32 milhões de dólares norte-americanos.
  3. Apelar à comunidade em geral e em particular aos habitantes das zonas costeiras para a vigilância e denúncia de actividades que possam pôr em perigo o funcionamento desta importante infra-estrutura de telecomunicações.

Maputo, 15 de Junho de 2004

 
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