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© Telecomunicações de Moçambique 2000
T D M - DSI


Mensagem do Presidente do Conselho de Administração

O ano 2000 ficou marcado pelas cheias que assolaram o país, provocando a perda de vidas humanas, a destruição de infra-estruturas e a paralização de sectores produtivos. Estes foram alguns dos factores que contribuíram para um desempenho menos positivo da economia nacional reflectido nas taxas de depreciação da moeda e de inflação registados durante o ano.
Por outro lado, a nível da empresa, o início do ano foi também marcado pela etapa final do programa de acções relativas à resolução do problema informático do ano 2000, que, a exemplo dos demais operadores internacionais, foi concluído com êxito e exemplarmente ultrapassado, mas que todavia, mobilizou e drenou uma grande parte dos recursos da empresa.
Contudo, apesar desta conjuntura macro-económica difícil, as Telecomunicações de Moçambique, EP obtiveram no exercício do ano 2000 excelentes resultados, que mostram claramente a continuação de um programa de desenvolvimento sustentado da empresa. Para os resultados alcançados, muito contribuiu a competência e dedicação dos gestores, quadros e trabalhadores da empresa, o apoio concedido pelo Governo, enquanto accionista principal e a confiança depositada pelos nossos clientes.
Os proveitos operacionais líquidos atingiram 1.691 milhões de contos em 2000, correspondendo a um crescimento de 38 % em relação ao ano anterior, para o que contribuiu a evolução positiva dos proveitos provenientes de todas as áreas principais de negócio da empresa, com especial relevo para os serviços fixo e móvel. A importância do serviço móvel na facturação da empresa continuou a crescer rapidamente, tendo passado a representar 21% em 2000 contra 13% em 1999, como resultado dos índices de crescimento registados por esta área de negócio.
Como resultado da acção desenvolvida, o resultado líquido ascendeu a 87,5 milhões de contos, o que representa um crescimento de 35,7 % relativamente a 1999 e passa a constituir um novo valor máximo para a empresa.
O ano de 2000 representou a implementação de uma nova filosofia de plano de negócios que trouxe consigo também uma nova visão, missão e objectivos estratégicos para serem atingidos durante o respectivo ano.
O plano de negócios teve o significado profundo de introduzir uma mudança fundamental no pensar e agir estrategicamente da empresa, a que se associou o simbolismo de tal transformação ocorrer na viragem para o novo milénio.
A metodologia inovadora de planeamento assentou em dois pilares fundamentais, que, ao mesmo tempo, constituem paradigmas de gestão a consolidar, nomeadamente, a reorientação da empresa para o mercado, sem descurar as tão importantes variáveis tecnológicas, nem o papel da empresa como impulsionador do desenvolvimento do país e um grande envolvimento das equipas internas nos trabalhos que foram desenvolvidos.
Ao abrigo do Plano Operacional de 2000, prosseguiu o esforço de expansão e modernização da Rede Nacional de Telecomunicações, com realce para a digitalização da rede fixa e a expansão rápida da rede móvel.
O volume de investimento para os projectos de desenvolvimento da infra-estrutura foi de 61,4 milhões de USD, com destaque para o projecto da Rede Nacional de Transmissão, Fase I, cuja adjudicação foi feita através de um contrato no valor de 32,4 milhões de USD para o fornecimento e instalação de um sistema de cabo submarino de grande capacidade ligando as cidades de Maputo e Beira, com três pontos de amarração em Xai-Xai, Inhambane e Vilankulo. Nesta mesma linha de orientação, foi prosseguida a implementação de projectos de impacto para o desenvolvimento da espinha dorsal da rede nacional, nomeadamente o feixe hertziano digital terrestre Xai-Xai-Inhambane-Massinga, cuja conclusão está prevista para o 1º trimestre de 2001.
Entre os projectos mais importantes concluídos durante o ano de 2000, contam-se os projectos integrados de Pemba, Lichinga e Machipanda, o projecto de expansão da rede doméstica via satélite Domsat Fase IV, o projecto de expansão e reconfiguração da rede de comutação da zona sul e o projecto de modernização e expansão das centrais telefónicas digitais das zonas centro e norte.
Prosseguiu também a cobertura rural da rede fixa, através da utilização de novas tecnologias, dentro da filosofia de redução das assimetrias entre o campo e a cidade.
A nível da rede móvel, merecem destaque a expansão na zona sul cobrindo Maputo e arredores e a estrada nacional nº 1 e a extensão à zona centro cobrindo as cidades da Beira e Chimoio e a Vila de Manica. Foi também introduzido o serviço pré-pago, que teve um enorme impacto no crescimento exponencial dos assinantes da rede móvel.
A criação de uma infra-estrutura moderna, que esteja à altura das necessidades nacionais e que seja capaz de assegurar a transformação da actual rede numa verdadeira Infra-estrutura Nacional de Informação, constitui o principal desafio e a maior prioridade da empresa.
Durante o ano de 2000, a empresa prosseguiu a implementação do novo modelo de gestão de carreiras e de um novo sistema salarial, com um enfoque principal na gestão personalizada de quadros e assentes num sistema de avaliação de desempenho.
O índice de colaboradores por mil linhas de rede passou de 29 em 1999 para 27 em 2000, como resultado da política de contenção do efectivo, mas representando também ganhos em produtividade.
Para além do reforço da infra-estrutura, as nossas apostas estratégicas para a entrada no novo milénio vão ser no reforço das competências nos negócios e serviços do futuro, como por exemplo, os que são baseados nas tecnologias de informação e comunicação. Atenção especial será dada ao processo de certificação da qualidade.
Estamos comprometidos com o sucesso a longo prazo e acreditamos no melhoramento da qualidade e da excelência da nossa organização. Contribuímos com responsabilidade para o desenvolvimento das comunidades onde estão inseridos os nossos projectos de desenvolvimento e fomentamos a motivação e o envolvimento de todos os nossos colaboradores com o objectivo último de satisfação dos nossos clientes.


Rui Fernandes
Presidente do Conselho de Administração